VOCÊ ESCREVE EM INGLÊS?

Por Paulo Mileno


Geralmente as pessoas perguntam se você fala inglês. Falar em inglês, seria, digamos, o objetivo de 100% das pessoas que se matriculam em cursos de inglês. Eles devem pensar “Vou me inscrever nesse curso aqui e a mágica acontece…”. Só que não!


A minha pergunta inicial, se você fala inglês, é uma provocação para você que fala inglês, chegou no fim da caminhada, atingiu o objetivo e...Descobriu que não adianta só saber falar em inglês. É preciso saber escrever em inglês também. Principalmente se você tiver metas profissionais com a língua inglesa. Eu também tenho minhas metas profissionais, venho realizando meus objetivos como um escritor internacional e, no entanto, te digo sem maiores problemas, a minha maior dificuldade até hoje, é escrever de uma forma que os falantes nativos entendam.


Isso pode soar estranho, uma vez que escrevo em inglês e quem vai ler é alguém nativo da língua inglesa, que por sua vez, não entende nada. Como escrevo para algumas mídias internacionais, antes do meu texto ser publicado, ele é editado.


E é aí que me deparo com uma questão que estou por resolver. Eu falo inglês, porém, não tão bem quanto falo o português. Eu domino o meu idioma nativo e escrevo bem e isso pode me servir de base para aprender outros idiomas, principalmente, as línguas latinas como o Espanhol, Italiano e Francês.


Um erro muito comum entre nós, estudantes de idiomas, é pensar na nossa língua e depois traduzir o que estamos querendo dizer em outra língua. Eu hoje, digamos, consigo pensar direto em inglês e, às vezes, até sonho que estou falando em inglês. Esse é um fato clássico reconhecido por professores de idiomas e nativos que, quando se sonha, estamos chegamos muito perto da fluência. O idioma estrangeiro já atingiu campos inconsciente do imaginário e da subjetividade da mente.


Consigo falar e preciso praticar muito para me tornar mais fluente, além de precisar trabalhar muito o sotaque. Afinal sou um brasileiro falando inglês. O sotaque será um tema de discussão para um outro dia aqui (devemos levar a sério essa questão). Tenho uma amiga que está há 19 anos nos Estados Unidos e ela sabe que o sotaque melhorou muito, mas ela mesma ainda reconhece que tem sotaque de uma brasileira.


Conversando com uma editora de um jornal de San Francisco, na Califórnia, certa vez ela me disse que se você falar “errado” em inglês as pessoas podem até fazer um esforço para entender, porém, se escrever “errado” em inglês, as pessoas não “conseguem” entender. Interessante notar aqui a “disponibilidade” no entendimento estrangeiro. Se você fala, afora os seus problemas com pronúncia e sotaque, com um pouco de sorte, eles podem querer entender. Entretanto, se você escrever “errado” onde, supostamente, os gringos teriam mais tempos para ler, refletir, buscar entender o sentido, eles simplesmente vão dizer que não está “claro”. Isso nunca ficou claro para mim. Eu escrevo em inglês e o nativo da própria língua inglesa me diz que não está “claro”?


Sobre isso, vou transcrever um diálogo que tive por email com um amigo nascido em Granada, que é um país nas ilhas do Caribe onde o inglês é o idioma oficial e que é meu parceiro de trabalho. O Julian já morou no Brasil e hoje está baseado no Equador. Entre outros assuntos relacionados ao trabalho, destaco uma frase dele por email: “Prefiro que a gente conversa para ver quais oportunidades existem para desenvolver uma relação-nos". Daí eu corrigi:


“Melhor ficaria assim: Prefiro que a gente converse para ver quais oportunidades existem para desenvolvermos uma relação entre nós.”


Destaco uma parte da resposta dele e do qual traduz muito do que eu estou querendo registrar aqui:

“Tem a ver com "melhorando o seu writing".... porque a Mary do SF Bay View não consegue entender o que vc escreve em inglês... e vc fica sem entender o que ela não entende. MAS, vc entende o que EU escrevo mesmo que escrevi coisas erradas (...) Rapaz, eu acho, repito, eu acho que é o seguinte. Tudo tem a ver com a flexibilidade e adaptabilidade. Ou seja, do lado de cá (Brasil), eu acho que as pessoas tem uma flexibilidade maior (em geral) em termos de falar a língua afro-brasileira-portuguesa. Não quero dizer que essa flexibilidade e adaptabilidade não existe em inglês ou outras línguas (porque existe). Mas, ao meu ver, o inglês, tanto na Inglaterra (e mais na Inglaterra) quanto nos States, é posto como uma língua científica (sem maior grau de flexibilidade ou adaptabilidade). Tipo assim... vc me deixou falar, mesmo que fosse errado, e adaptou-se a situação.... ou se esforçou para entender o que foi dito. Mas eu já vi algumas pessoas do Brasil ou Ecuador tentar falar inglês, e eles fazem um erro muito básico, e outra pessoa que fala inglês diz, "Eu não entendo o que vc falou." Mas era um erro muito básico... talvez falta de concordância com verbo e sujeito, algo assim. Mas não era um erro tão grave para a pessoa escutando dizer que não entende. Entende? A comunicacao é foda.

Gosto muito de uma frase recente do Lula quando ele ainda era dentro. "Eu gostaria que Ciro (Gomes) permitisse que eu fosse a Fernanda Montenegro dele." Além de ser muito engraçado, e o fato que entendo a frase completamente, seria um pouco difícil traduzi-la para o inglês literalmente (...) Eis uma dica básica. Eu sei que às vezes não é possível, e muita coisa depende do seu estilo de writing, mas é melhor escrever frases não tão longas em inglês. Não quero dizer escrever frases simples. Mas por mais longa uma frase seja, mais chances que tem erros.”

Nesse email mesmo, nós, nativos da língua portuguesa, entendemos os “erros” que ele escreveu em português. No entanto, nada que nos impeça de entender o sentido, certo?

É certo que essa tema daria um artigo científico, ou mesmo um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), dado que é um fato interessante e que nenhum curso tradicional vai te ensinar como escrever em inglês, por isso o meu artigo de hoje foi para fazer uma introdução breve sobre o curso 'Writing Center’ oferecido pela Startup English Munchers. Nesse ano de 2021, enquanto a gente vai se adaptando ao novo normal, nós teremos, entre outras novidades, novas sessões com novos formatos onde será utilizado o universo da cinema, música, dança, jogos, negócios, entre muitos outros para o nosso formato de imersão.

O CEO da Startup English Munchers, Pieter van Wy, me contou que o 'Writing Center’ irá funcionar todos os meses e nós poderemos enviar artigos, ensaios, projetos, poemas, entre outras formas de produção de texto, os quais serão corrigidos e enviados de volta. Esse Centro será muito bom para desenvolvermos as nossas habilidades na escrita em inglês.

Diante do exposto acima, estou certo de que o “Writing Center’ é tudo o que eu e você precisa para aprender escrever em inglês. Eu não perco por nada!


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