Será que as empresas não sabem?

Incertezas do mercado interno, insegurança na politica econômica, flutuação da moeda estrangeira são fatores que levam empresas a estarem de olho no mercado externo. Claro que estamos falando de empresas médias ou ate pequenas; para as grandes corporações, o mercado externo sempre existiu. É isso que um mundo globalizado oferece, alternativas de novos mercados a serem conquistados, mas também traz para dentro de casa aquele concorrente que ate pouco atrás nunca teve influencia. Essa consciência de um mercado cada vez mais competitivo tem feito com que empresas invistam em seus funcionários de uma forma diferente; hoje não é difícil que um membro da infraestrutura necessite se comunicar com o suporte técnico de uma empresa estrangeira, que um gerente comercial precise “fechar” uma venda com um cliente de outro país, que uma reunião aconteça ao vivo ou através de teleconferência em uma língua diferente do país onde a reunião está acontecendo. Explorando esse mercado, cursos de línguas conceituados oferecem programas para empresas que desejam melhorar o nível de conversação de funcionários escolhidos. O investimento não é baixo, com valores podendo chegar a R$ 1.000,00 por hora. Mas o que esses programas têm de diferente do que tem sido o ganha-pão de escolas de línguas por tantos anos? A resposta é muito clara: resultados. E por que esses programas trazem resultados diferentes dos outros tantos cursos? A conclusão mais fácil de se chegar é a metodologia utilizada. Respeitando a individualidade de cada aprendedor (utilizo essa palavra sabendo que todos entenderão, e porque o português, assim como todas as outras línguas, é algo vivo e dinâmico), o resultado é medido de uma forma numérica (o que funciona para a maioria), temporal (em quanto tempo esse aprendedor adquire fluência), e eficácia (o que consegue “destravar” algo que um aprendedor se esforçou tanto para aprender mas está bloqueado). Atividades imersivas, que tiram o participante da sua zona de conforto e o coloca em situações corriqueiras, do dia a dia, ou em situações estratégicas, reuniões de trabalho, situações de viagens, tem se mostrado mais eficientes do que o antigo método de sala de aula, lição de casa, provinha ao final do mês para mostrar o quanto foi aprendido. Mas será que esses métodos realmente fazem tanta diferença comparado aos métodos tradicionais? Difícil é acreditar que grandes e estruturadas empresas invistam esse valor sem acreditar que o retorno mais do que se paga!

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